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segunda-feira, novembro 07, 2011

CONCORDAM COM O AFORISMO?



"O melhor método para se conhecer a cultura científica em determinada época é estudar as obras literárias e/ou publicações não especializadas que se utilizavam do conhecimento científico ensinado nas universidades naquele período"

Ronaldo R. F.Mourão

domingo, novembro 06, 2011

VIVA AOS RECICLADORES



O Brasil recicla apenas 13% do lixo aqui produzido, enquanto os Estados Unidos reciclam 31% e a Alemanha recicla 48%. Do lixo reciclado no Brasil 98% é coletado pelos catadores de rua e não pelas instituições, como acontece em outros países. Daí a importância, em nosso país, do catador de rua, do reciclador. Um viva a eles.



terça-feira, outubro 25, 2011

Além do Big Bang


O universo mutante de Albert Einstein e suas teorias são referências para a compreensão do universo como conhecemos

por Marcia Bartusiak Fonte: National Geographic Brasil

Moonrunner Design
Ilustração que baseia-se na teoria da inflação do universo
Ilustração da teoria da inflação, que descreve como o nosso universo se expandiu e sugere que o mesmo pode ocorrer em outras partes
O dia 29 de janeiro de 1931, o principal físico do mundo, Albert Einstein, e o mais importante astrônomo, Edwin Hubble, acomodaram-se num elegante automóvel Pierce-Arrow para uma visita ao monte Wilson, no sul da Califórnia. O chofer os conduziu pela sinuosa estradinha de terra até as instalações do observatório no topo do monte, 1500 metros acima de Pasadena. Equipado com o mais poderoso telescópio da época, o observatório do monte Wilson era o local dos triunfos astronômicos de Hubble. Em 1924, ele usara o colossal espelho de 100 polegadas do telescópio para confirmar que nossa galáxia era apenas mais um dos incontáveis “universos-ilhas” existentes na vastidão do espaço. Cinco anos depois, após rastrear os movimentos desses discos espiralados, Hubble e seu assistente, Milton Humason, haviam descoberto algo ainda mais assombroso: o universo está se expandindo rapidamente, levando para longe todas as galáxias.
No topo da montanha, naquele ensolarado dia de janeiro, Einstein, então com 51 anos de idade, ficou encantado com o telescópio. Tal como uma criança diante de um brinquedo novo, ele montou na estrutura metálica que suportava o telescópio e começou a examiná-la diante dos olhares constrangidos de seus anfitriões. Também estava presente a mulher de Einstein, Elsa. Ao saber que o gigantesco refletor era usado para determinar a forma do universo, conta-se que ela teria respondido: “Bem, o meu marido costuma fazer isso no verso de um envelope usado”.
Não se tratava apenas do orgulho normal de uma esposa. Afinal, anos antes de Hubble detectar a expansão do cosmo, Einstein havia proposto uma teoria, a da relatividade geral, que explicava o fenômeno. No estudo do universo, tudo remete a Einstein.
Seja aonde for que as observações dos astrônomos os conduzam, elas estão no interior do território delimitado por Einstein, onde o tempo é relativo, a massa e a energia são intercambiáveis, e o espaço se estica e se retorce. Tais marcas são nítidas na cosmologia, o estudo da história e do destino do universo. A relatividade geral “descreve como o nosso universo surgiu, como se expande e qual será o seu futuro”, diz Alan Dressler, dos Observatórios Carnegie. Início, meio e fim – “tudo está ligado a essa idéia majestosa”.
Na virada do século 20, 30 anos antes do encontro de Einstein e Hubble no monte Wilson, a física estava em polvorosa. Os raios X, os elétrons e a radiatividade haviam acabado de ser descobertos, e os físicos começaram a notar que as confiáveis leis do movimento, que remontavam mais de dois séculos até Isaac Newton, não conseguiam explicar de modo satisfatório como essas novas e estranhas partículas se moviam pelo espaço. Foi preciso um rebelde, um jovem ousado que desprezava as formas tradicionais de aprendizado e tinha uma fé inabalável em sua própria capacidade, para abrir um caminho por esse território novo e desconcertante.
Entre os seus dons estava uma poderosa intuição, quase um sexto sentido para vislumbrar o funcionamento da natureza. Einstein pensava por meio de imagens, como esta, que começou a persegui-lo ainda adolescente: se uma pessoa pudesse se deslocar ao lado de um feixe de luz, o que ela veria? Veria a onda eletromagnética imóvel como uma espécie de geleira? “É improvável que algo assim possa existir!”, recordou-se mais tarde o próprio Einstein do que pensara na época.
Aos poucos ele chegou à convicção de que, uma vez que todas as leis da física continuam válidas tanto no estado de inércia como no de movimento constante, a velocidade da luz também deveria ser constante. Ninguém consegue se deslocar à mesma velocidade de um feixe de luz. Mas, se a velocidade da luz é idêntica para todos os observadores, então outro fator precisa ser abandonado: o tempo e o espaço absolutos. Einstein concluiu daí que o cosmo não segue um relógio universal, ou seja, não dispõe de um quadro de referência comum. O espaço e o tempo são “relativos”, fluem de maneira diferente para cada um de nós conforme o nosso movimento.
A teoria da relatividade restrita, proposta por Einstein há um século, também mostrou que a energia e a massa são dois lados da mesma moeda, para sempre associadas em sua famosa equação E = mc2. (E representa a energia; m, a massa; e c, a velocidade da luz.)
Einstein, porém, não ficou satisfeito com isso. A relatividade restrita era justamente isto – restrita. Ela não era capaz de descrever todos os tipos de movimento, como o dos objetos presos à gravidade, a força de grande escala que dá forma ao universo. Assim, dez anos depois, em 1915, Einstein procurou corrigir isso propondo outra teoria, a da relatividade geral, que completava as leis de Newton ao redefinir a gravidade.

Descobrindo a Expansão do Universo

Descobrindo a Expansão do Universo

26 de outubro de 2011 - Prof. Ioav Waga [IF - UFRJ]

A expansão do Universo é uma das descobertas científicas mais importantes do século XX. Frequentemente ela é atribuída a Edwin Hubble que a teria descoberto em 1929. Recentemente alguns autores postaram no arXiv artigos que questionam essa crença, destacam o papel de Georges Lemaître e sugerem que a história dessa descoberta é mais complexa e interessante do que usualmente é difundido. O objetivo desse colóquio é apresentar os argumentos desses (e outros) autores, bem como a sequência dos principais fatos que deram origem a essa extraordinária descoberta. Assista ao Convite à Física ao vivo

Sobre o autor

Ioav Waga é brasileiro nascido em Israel em 1953. Casado com a artista plástica Sandra Felzen é pai de Mateus, Isabel e Tamara. Graduou-se em Física na PUC-RJ, realizou o mestrado no CBPF e doutorou-se no IF-UFRJ. Como cientista visitante permaneceu, de 1994 a 1996, no Fermilab junto ao grupo de astrofísica teórica. Trabalha em Cosmologia buscando entender atualmente, a natureza da matéria e da energia escuras. Página pessoal do autor
ioav@if.ufrj.br

A negligência da comunidadecientífica e os abusos pseudo-científicos (por Daniel Neves Micha)

Caros colegas físicos do Brasil,

Vimos presenciando na mídia de massa uma banalização dos assuntos relacionados à física e às ciências em geral. Comumente, vemos e ouvimos alguém falar da ligação da física (em especial a quântica) com a medicina (cura quântica), com as religiões, com a espiritualidade, etc. Recentemente, tivemos alguns exemplos frustrantes sendo explorados: o filme "Quem somos nós", que relaciona (erroneamente) diversos conceitos do universo quântico com a física do nosso dia-a-dia; o livro "O segredo", que, de acordo com a autora, "cada um contém uma força magnética dentro de si mais poderosa do que qualquer coisa neste mundo emitida por seus pensamentos" e, com isso, afirma que pode atrair coisas boas; as pulseiras "Power Balance", que promete efeitos bioquânticos para gerar "aperfeiçoamento do equilíbrio, ampliação da força central, aumento do alcance dos movimentos e bem estar total" (retirado do panfleto do produto); dentre outros exemplos que poderia citar. Sei que, hoje, com todo o conhecimento que temos, não conseguimos, de fato, refutar todos os argumentos colocados, principalmente pela maioria se tratar de assuntos metafísicos (que, na verdade, não estamos tão interessados em tratar). Mas, sabemos o que não pode ser e podemos ajudar a desmistificar alguns desses absurdos.

Apenas a titulo de informação, uma medida recente tomada pela ANVISA foi proibir a comercialização de 9 nove medicamentos fitoterápicos. Nas bulas e caixas dos remédios deste tipo que ainda não foram comprovados experimentalmente vem um aviso: "PRODUTO EM ESTUDO PARA AVALIAÇÃO CIENTÍFICA DAS INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS E DA TOXIDADE. O USO DESTE PRODUTO ESTÁ BASEADO EM INDICAÇÕES TRADICIONAIS".

A consequência dessas práticas é que o povo, em sua esmagadora maioria, leigo no assunto, compra as idéias (e os produtos gerados dessas) e solidifica esses conceitos na cabeça. Isso é inevitável, uma vez que o ser humano é curioso e ávido por explicações. Daí, quando alguém com formação e experiência comprovadas no assunto tenta dizer o contrário explicando os conceitos da forma correta, já é tarde, pois ninguém mais acredita (vivi e convivi com essas experiências). Nossa sociedade está alheia à natureza à sua volta e à toda a tecnologia que está em seus bolsos e lares.

No meu ponto de vista, a culpa desses desentendimentos não é da sociedade (leiga). A má fé de alguns grupos de empresários que se aproveitam da ignorância para "fazer" dinheiro (às vezes até inconscientemente) contribui para essa alienação, mas acredito que grande parte dessa responsabilidade é dos profissionais que de certa forma detêm esses conhecimentos, ou seja, NÓS.

De que forma será que podemos contribuir para transformar essa realidade? Publicando artigos em revistas de reduzido acesso? Mantendo as informações sobre nossas pesquisas nos grupos de trabalho dos quais fazemos parte? Endosso a importância dessas atividades no meio científico, mas, de alguma maneira, precisamos deixar isso "vazar" de nossos nichos, dar acesso a todos. Como? Procurando e se deixando encontrar nos meios de comunicação vigentes. Mandar cartas aos editores das colunas científicas dos jornais, entrar em contato com jornalistas para dar entrevistas (deu certo com nosso grupo), fazer palestras para qualquer audiência (de qualquer idade) em locais públicos ou de fácil acesso e divulgação, etc. Enfim, correr atrás de retornar para a sociedade tudo aquilo que adquirimos com nosso tempo de experiência é parte de nosso dever.

Vamos lá, façamos nossa parte!

Atenciosamente,

Daniel Neves Micha
Professor do curso de licenciatura em física do CEFET/RJ Campus Petrópolis
Doutorando em física pela UFRJ
Integrante do INCT de Nanodispositivos Semicondutores (DISSE)

sexta-feira, outubro 14, 2011

QUAL É TUA OBRA?

Confesso, comprei o livro numa livraria de auto-ajuda do aeroporto de Confins (a única daquele aeroporto). O título me chamou a atenção: obra é um dos conceitos que estudo. O autor chamou a atenção: um pesquisador da área de currículos de uma universidade brasileira, cheio de títulos e com um grande CV Lattes. O subtítulo de um dos capítulos me chamou mais ainda a atenção: "Física quântica: indicada para casos crônicos de falta de humildade". E leiam a pérola do último parágrafo.
 
"Você é um dos 6,4 bilhões de indivíduos, pertencentes a uma única espécie, entre outras três milhões de espécies classificadas (1), que vive em um planetinha (2), que gira em torno de uma estrelinha (3), que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia (4), que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos (5) possíveis e que vai desaparecer (6)." - Mário Sérgio Cortella.

Logo, se algum indivíduo, de muita pompa e pouca humildade, vem me inquirir - Você sabe com quem está falando? - eu respondo - Você tem tempo para me escutar? Se tiver eu falo porque você não é nada e ninguém.

(1) - Estima-se que existam 30 milhões de espécies de seres vivos na Terra, apenas 3 milhões classificadas.
(2) -  Terra
(3) - O Sol, uma estrela-anã.
(4) - A Via Láctea.
(5) - Alguns teóricos da Cosmologia acreditam que nosso universo não é o único.
(6) - Acreditam também que nosso universo, em expansão há 15 bilhões de anos, pode começar a se contrair e desaparecer.

Obs: As notas acima são minhas.

CORTELLA, Mário Sérgio, Qual a tua obra? Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

quinta-feira, setembro 29, 2011

AS ROSAS E AS MIGRAÇÕES CULTURAIS


A rosa é originária do sudeste da China e um desenho seu consta da farmacopeia chinesa do século XII (GARCIA, 2010). Era costume dos marinheiros chineses manter vasos de rosas nos navios, pois seu aroma era um lembrete duradouro do lar distante. Eles levavam também outras plantas e sementes da China e de outros lugares por onde passavam. Parece que foi assim que as rosas chegaram aos portos e jardins públicos espanhóis. E dos jardins passaram a enfeitar os tecidos dos corpos femininos e os ambientes domésticos para onde se destinavam os navios chegando, claro, ao México e terras americanas. 


A rosa é também a flor que aparece no mito da virgem de Guadalupe, patrona do México. O culto à Nossa Senhora de Guadalupe está associado à prática dos missionários jesuítas de contar histórias aos índios com o objetivo de convertê-los. A importação de imagens espanholas fazia parte da prática de conquista com a colonização do imaginário, altamente eficiente. 


Já em 1531, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe "aparece" para um índio mexicano que leva a imagem da Virgem em um manto banhado de rosas. E a rosa se espalhou pelo continente americano e toda a simbologia cultural que ela trouxe consigo.

(GARCIA, Carol. Imagens errantes, São Paulo, Estação das Letras e Cores, 2010. Um livro surpreendente.)

terça-feira, setembro 06, 2011

URDUME

No tear URDUME é a sequência de fios paralelos, esticados e presos nas duas extremidades. Ele é atravessado pela laçadeira com os fios que produzem a trama. Fazem parte da história da técnica de tecelagem, mas ainda hoje teares  antigos são usados por comunidades de tecelões artesanais. Quem quiser ver um desses, em Belo Horizonte, visite o Museu de Artes e Ofícios.

O VERMELHO

Um inseto mexicano chamado "grana cochinilla", grudado nos cactus, era cultivado pelos índios zapotecas e mixtecas porque produzia um corante vermelho de boa qualidade. A cor vermelha era de difícil produção e, portanto, cara nos mercados europeus e asiáticos nos séculos XV, XVI e XVII. Apenas os nobres e eclesiáticos usavam roupas vermelhas. A exportação do corante da cocchinilla da América para a Europa era a segunda fonte de renda mais importante da Coroa Espanhola em meados do século XVII. Só perdia para a prata (à custa do trabalho escravo indígena, claro). 
(GARCIA, Carol. Imagens Errantes, Estação das Letras e Cores, São Paulo, 2010.)

quinta-feira, maio 05, 2011

MEDIDA DA GRAVIDADE EM ESCALA QUÂNTICA

La gravité mesurée à l'échelle quantique

Grâce à une nouvelle technique spectroscopique, des physiciens détectent les effets de la gravité sur les propriétés quantiques de neutrons.
Marie-Neige Cordonnierhttp://www.pourlascience.fr
Comment observer les effets à l'échelle quantique de la force de gravité terrestre ? Des physiciens de l'Université de technologie de Vienne et de l'Institut Laue-Langevin (ILL), à Grenoble, proposent aujourd'hui une solution à cette question soulevée dès l'avènement de la physique quantique, au début du XXe siècle. Ils ont mis au point une nouvelle technique de mesure des transitions entre les états quantiques de la matière, fondée sur l'étude de l'effet d'une perturbation mécanique sur des neutrons – les particules neutres du noyau de l'atome – ultrafroids.
Habituellement, ces transitions sont mesurées par spectroscopie électromagnétique : un rayon lumineux d'une fréquence particulière fait basculer des atomes d'un état quantique donné, caractérisé par une certaine énergie, vers un état excité, d'énergie supérieure, et l'on détecte par diverses techniques les énergies de transition d'un état à un autre. Ici, les mesures portent sur des neutrons excités par les vibrations d'un miroir.
Refroidis à quelques millikelvins (ce qui correspond à des énergies entre 100 et 200 nano-électronvolts), les neutrons se déplacent si lentement qu'au lieu de traverser la matière, comme ils le font habituellement, ils interagissent avec ses noyaux atomiques et peuvent être confinés dans une enceinte. Les physiciens ont utilisé cette propriété qui, pour ces neutrons, fait de la matière un miroir.
Ils ont injecté des neutrons ultrafroids entre deux plaques horizontales distantes d'une vingtaine de micromètres qui constituent un piège : la plaque supérieure absorbe ou diffuse les neutrons d'énergie supérieure à un certain seuil, tandis que les neutrons d'énergie inférieure restent piégés sous l'effet de la force gravitationnelle et de l'interaction forte qu'ils subissent avec les noyaux de la plaque inférieure, qui est un miroir. En 2002, aussi à l'ILL, des chercheurs avaient observé qu'ainsi piégés, les neutrons présentent des énergies discrètes. Tobias Jenke et ses collègues montrent à présent que lorsque le miroir vibre à une certaine fréquence, ces neutrons passent d'un niveau d'énergie à un autre : la vibration provoque des transitions entre leurs états énergétiques.
Par cette technique, nommée spectroscopie de résonance gravitationnelle, des variations infimes de la force gravitationnelle pourraient être détectées via les perturbations qu'elles entraîneraient sur le comportement quantique des neutrons. « Conçue pour mesurer des effets d'ordre millimétrique et micrométrique, cette nouvelle méthode pourrait ouvrir de nouvelles perspectives sur les théories liées à la gravité », explique Peter Geltenbort, chercheur à l'ILL et co-auteur des travaux. Elle pourrait permettre de tester à l'échelle micrométrique le principe d'équivalence, selon lequel la gravité accélère tous les objets de la même façon, ou encore la loi de la gravitation de Newton et l'existence d'autres dimensions prédite par la théorie des cordes. Voire de détecter de nouvelles forces qui perturberaient la gravité, telle celle que pourraient engendrer les axions, ces particules hypothétiques proposées comme l'un des constituants de la matière noire.

segunda-feira, maio 02, 2011

PALAVRAS APRENDIDAS



Palavras aprendidas na leitura de "Cidades Invisíveis" de Ítalo Calvino: -
"alcatruzes das noras, ... suspensas por andas"


Alcatruz -  vaso preso por corda ou corrente, com que se tira água do poço ou cisterna.


Nora -  aparelho hidráulico, em geral rudimentar, usado para tirar água de poços ou rios, e constituída por alcatruzes presos a uma roda de madeira ou a uma corrente sem fim.


Anda - árvore brasileira que fornece madeira para construção, leve e macia, e de cujas sementes se obtém um óleo purgativo.


Cornucópia - corno da abundância, símbolo da produtividade da natureza.


Siroco - vento seco e quente, carregado de poeiras, que sopra do Saara em direção à Argélia, devido a baixas pressões no Mediterrâneo.


Fáretra ou Aljava - bolsa ou estojo em que se guardavam as flexas, e que se trazia pendente no ombro.

quarta-feira, abril 13, 2011

pesquisadores criam folhas produtoras de energia





Pesquisadores criam folha artificial capaz de gerar energia de baixo custo.
O Santo Graal das ciências naturais foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e se constitui em uma folha artificial capaz de realizar fotossíntese de forma tão ou mais eficiente quanto às folhas naturais. O material projetado que se assemelha a uma carta de baralho é feito de silício, componentes eletrônicos e vários catalisadores – substâncias que interferem no ritmo da reação química.
Seu funcionamento se dá através da utilização da luz solar para separar os dois componentes da água, oxigênio e hidrogênio. Após a divisão os gases seriam armazenados em uma espécie de célula combustível que transforma estes compostos em energia elétrica. Segundo Dr. Daniel Nocera, chefe do estudo, as folhas artificiais são capazes de suprir eletricamente o consumo de uma residência.
Este dispositivo foi viabilizado em função das novas perspectivas globais em que um dos maiores problemas modernos ainda sem solução por parte dos países em desenvolvimento é o abastecimento energético de sua população. Mais do que garantir energia elétrica para todos é preciso que sua fonte seja barata, renovável e cause pouco ou nenhum impacto ambiental.
Essa não é a primeira tentativa de se criar folhas artificiais, no entanto as tentativas anteriores falharam por possuírem custos elevados, baixa durabilidade e os materiais empregados eram bastante instáveis. O método mais recente apresentou, em laboratório, um trabalho de 45 horas ininterruptas sem nenhuma queda na qualidade da produção.
A folha sintética tem baixos custos de produção, é formada por materiais altamente estáveis e funciona perfeitamente em condições simples. Além de ser 10 vezes mais eficiente na realização da fotossíntese quando comparadas com as folhas naturais. Os cientistas acreditam que em um futuro próximo cada residência terá sua própria fonte fotossintetizante de energia.


 

segunda-feira, abril 11, 2011

CONCURSO CULTURAL GAMBIARRAS TECNOLÓGICAS


Concurso Cultural Gambiarras Tecnológicas

http://gambiartedesign.wordpress.com

Acessórios feitos com peças de computador? Antena feita com pvc? Carrinhos mp3 com tv que vendem café? Teclado que virou telefone? Celular-vaso de flores? Monitor casa-de-cachorro? Máscara africana porta-antena wi-fi? CD decorando árvores?

As inscrições para o Concurso Gambiarras Tecnológicas vão até o dia 24 de maio. O objetivo é divulgar a criatividade de pessoas que utilizam e fazem arte a partir de peças de computador e de outros aparatos tecnológicos que seriam descartados, ou que sejam reutilizados de maneira criativa. Valem as reapropriaçoes e os novos usos das tecnologias para algum outro fim.

A inscrição é gratuita. Basta enviar a foto com o nome e o local onde foi feita para o gambiartedesign@gmail.com.A comissão irá avaliar as fotos das Gambiarras e os três primeiros lugares ganharam prêmios especiais. Os candidatos podem participar com quantas fotos quiserem.

Fotografem as gambiarras pelas ruas!

Envie fotos de Gambiarras Tecnológicas pra gente! As fotos escolhidas estarão em nossa galeria no site Flickr. Participe!

E-mail: gambiartedesign@gmail.com


COMPUTADORES QUE FIZERAM HISTÓRIA



Conheça os grandes computadores que mudaram o destino da humanidade.

sábado, fevereiro 19, 2011

A QUÍMICA E A VIDA 1



Vida quimicamente trivial.
Ao carbono, hidrogênio,
oxigênio e nitrogênio
junte-se pitada de cálcio
tiquitim de potássio
quase nada de outros elementos.
Complexamente organizado,
eis o ser humano.

"VIVER É MUITO PERIGOSO"



"Viver é muito perigoso". E sobreviver é muito difícil. 99,99% dos bilhões de espécies de seres vivos que existiram na Terra desde a aurora do tempo não está mais aqui. A vida é muito frágil.

90 POR 10

Noventa por cento da matéria do planeta Terra é constituída de três elementos: ferro, silício e oxigênio. A soma do restante não passa de míseros dez por cento.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

MOVIMENTO BROWNIANO

Isso acontece na Ciência


Em 1928, o botânico escocês Robert Brown observou um estranho fenômeno no seu microscópio: inúmeros e minúsculos grãos de pólen mergulhados em um líquido em reposuo mexiam-se de forma frenética e irregular. As partículas agitavam-se de trás para frente e da esquerda para a direita, indo de um lado para o outro em um movimento totalmente desordenado. Durante muito tempo procurou-se explicações para isso, mas foi preciso esperar 80 anos paa que Einstei e outros físicos conseguissem compreender o fenômeno: as moléculas do líquido se mexem aos solavancos através de movimentos aleatórios e, chocando-se com as partículas de pólen fazem-nas se mover. Einstein desenvolveu uma formulação matemática que ficou conhecida como movimento browniano e que tem aplicações em áreas diversas, desde a física e a demografia até a economia e as finanças. Porém, o precursor destes modelos matemáticos foi um professor francês, chamado Louis Bachelier, que estudou o passeio aleatório como modelo do comportamento dos mercados, e já sinalizava que o modelo poderia explicar o movimento browniano se considerasse momentos cada vez mais curtos. Os trabalhos de Bachelier antecederam os de Einstein, mas passaram despercebidos e ficaram muito tempo esquecidos. Einstein também não era muito conhecido na época, mas como físico vivia os grandes momentos de efervecência da física do início do século XX.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

LIÇÕES DA AMAZÔNIA



1. Como em todo o Brasil, na Amazônia tudo está para ser feito.


2. É preciso colocar a Educação Ambiental, ou qualquer outro nome que possa ter, no centro da Educação em Ciências e da pesquisa em Ensino de Ciências.


3. Trabalhar com Educação Ambiental sem considerar o homem como parte do ambiente induz a falsos resultados.


4. Não se pode desprezar a cultura popular, as crenças e representações populares para propor uma agenda educacional em Ciências.


5. Tem muita gente competente no Amazonas.


6. É preciso investir fortemente no ensino fundamental e na formação de professores. A formação de professores no Brasil é ridícula.


7. O Brasil continua um somatório irregular de localidades isoladas, de sertões. Precisa-se interligar os sertões. E a EaD pode proporcionar isso.


8. A representação dos índios no Brasil os mostra como pessoas nuas. Os índios do Amazonas usam indumentárias próprias.


9. As estratégias de divulgação científica precisam ser planejadas a partir de demandas da população.


10. Tecnologias modernas, como a nanotecnologias, podem sanear a sem rasgar a floresta, sem a Engenharia do século XIX.


11. A média de chuva no mundo é de 1m por ano. A grande precipitação de chuva concentra-se em uma estreita faixa que vai das ilhas da Oceania, passando pelo Pacífico e Atlântico e Amazonas, chegando a uma pequena porção da costa oeste da África. Nesses locais a precipitação chega a 3m de chuva por ano.


12. Muita chuva significa muita liberação de energia. Nuvens de chuva significam condensação de vapor d'água com liberação de energia. A Amazônia é a maior fonte continental de energia para o sistema climático da Terra.


13. Importância da Amazônia: ela é um armazem de carbono em torno de dez vezes a emissão geral global de gases de efeito estufa.


14. As florestas tropicais retiram CO2 da atmosfera e liberam O2, através da fotossíntese. Juntamente com os oceanos elas fazem este balanço químico.


15. O sequestro de Carbono através da fotossíntese ainda é maior que a emissão pelo desflorestamento. 82% da emissão de gás carbônico na atmosfera provém da queima de combustíveis fósseis.

quarta-feira, agosto 04, 2010

SEM FUTURO?



Se hoje deletamos nossos rascunhos, correspondências e mensagens eletrônicas, como, daqui alguns anos, serão as fontes de pesquisa da história do pensamento?

SOBRE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

O MEC entende a Educação Tecnológica como formação profissional de nível superior. Só isso? Mas por influência de quem? Creio que dos grupos de Trabalho e Educação das Faculdades de Educação das Universidades brasileiras. Apesar disso, ou talvez por isso, o Estado não se compromete com a Educação Tecnológica e chama a "classe produtora" para fazê-lo.

terça-feira, junho 01, 2010

QUATRO DÉCADAS DEPOIS



Mais de quatro décadas da contracultura (sou fruto dela) os indignados não estão menos indignados (indignação não envelhece) nem o mundo melhorou: continua o mesmo. E o roteirista (com direito a Oscar), diretor e ator de um filme (Sem Destino) ícone da contracultura norte-americana, Denis Hoper, morreu de câncer na próstata.   A cultura média absorve facilmente a contracultura, como a moda absorveu o índigo blue, e os símbolos vão morrendo e o mundo dá voltas e volta ao mesmo lugar. Apenas a inclinação da Terra mudou 0,012 graus depois do terremoto do Chile.



MUSEUS E PÚBLICO


Os museus alemães receberam mais de cem milhões de visitantes no ano passado: um recorde. E quanto mais majestosa a construção de um museu mais público ele recebe. É assim na Pinacoteca Moderna, em Munique, e no Museu Histórico Alemão, de Berlim, reformados e reinaugurados recentemente pelo arquiteto I. M. Pei. Além da espetacularização das exposições parece que assistimos também a espetacularização da arquitetura do museu. 


terça-feira, março 09, 2010

QUAL A SUA DÚVIDA SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL?





Caros

Em breve faremos uma palestra/mesa redonda sobre o tema "Aquecimento Global" no CEFETMG (Belo Horizonte/MG) e gostaríamos de colher opiniões sobre as dúvidas mais frequentes dos alunos, professores, faminliares, etc. sobre essa temática. Portanto convido-os a responderem com uma pergunta/dúvida, a questão:

Qual a sua dúvida sobre o aquecimento global?

Plote-as em um dos blogs listados abaixo, ou diretamente no e-mail lactea.projetos@gmail.com.

Elas serão respondidas por um especialista no dia da palestra ou através dos blogs: http://cafecientificocefetmg.blogspot.com
http://lactea-projetos.blogspot.com
http://ecct-ventura.blogspot.com

quarta-feira, janeiro 27, 2010

CORRER DESCALÇO É MELHOR

Mother Nature has outpaced science once again: the bare human foot is better for running than one cushioned by sneakers. What about those $125 high-tech running shoes with 648 custom combinations? Toss 'em, according to a new study published online January 27 in the journal Nature (Scientific American is part of Nature Publishing Group). 

"Most people today think barefoot running is dangerous and hurts," Daniel Lieberman, a professor of human evolutionary biology at Harvard University, said in a prepared statement. "But actually you can run barefoot on the world's hardest surfaces without the slightest discomfort and pain…It might be less injurious than the way some people run in shoes." 

Lieberman and his group used 3-D infrared tracking to record and study the running and strike style of three groups of runners: people who had always run barefoot, people who had always run with shoes, and people who had switched from shoe to shoeless. 

They found that when runners lace up their shmancy sneakers and take off, about 75 to 80 percent land heel-first. Barefoot runners—as Homo sapiens had evolved to be—usually land toward the middle or front of the food. "People who don't wear shoes when they run have an astonishingly different strike," Lieberman said. 

Without shoes, landing on the heel is painful and can translate into a collision force some 1.5 to 3 times body weight. "Barefoot runners point their toes more at landing," which helps to lessen the impact by "decreasing the effective mass of the foot that comes to a sudden stop when you land," Madhusudhan Venkadesan, an applied mathematics and human evolutionary biology postdoctoral researcher at Harvard who also worked on the study, said in a prepared statement. But as cushioned kicks have hit the streets and treadmills, that initial pain has disappeared, and runners have changed their stride, leading to a way of high-impact running that human physiology wasn't evolved for—one that the researchers posit can lead to a host of foot and leg injuries. 

Perhaps it should come as no surprise that our bodies are still better engineered than new-fangled trainers. When taking into account our ancient ancestors, "humans have engaged in endurance running for millions of years," the researchers wrote in their study. "But the modern running shoe was not invented until the 1970s." 

Another recent study, by the American Academy of Physical Medicine and Rehabilitation and published last December in the academy's journal, PM&R, found that wearing running shoes "increased joint torques at the hip, knee and ankle," when compared to barefoot running. Even a jog in high heels was better for joints than specialized tennis shoes. 

Despite the growing movement of barefoot (or more lightly shod) runners, many researchers are calling for more evaluation before all those sweaty sneakers are abandoned. "There is no hard proof that running in shoes… causes injuries," William Jungers, a professor of anatomical sciences at Stony Brook University in Long Island, NY, wrote in a commentary that accompanies the new study. But, he asserted, "In my view there is no compelling evidence that it prevents them either." And as a boost to the barefoot argument, he added: "There are data that implicate shoes more generally as a plausible source of some types of chronic foot problems." 

So perhaps you can skip those sneaks, say the study authors. "All you need is a few calluses," Lieberman said. 

quinta-feira, novembro 19, 2009

Computadores podem ultrapassar capacidade do cérebro humano em 2019

Crédito: IBM


SAN FRANCISCO - "Cientistas de IBM dizem ter feito um grande avanço na busca por computadores que "pensem" como cérebros vivos, num esforço que testa os limites da tecnologia e aponta para 2019 como o ano em que uma máquina conseguirá simular a capacidade cerebral humana. Mesmo os mais poderosos supercomputadores do mundo não conseguem replicar aspectos básicos da mente humana. As máquinas não podem imaginar uma parede pintada de uma cor diferente, por exemplo, ou olhar para o rosto de uma pessoa e relacionar alguma emoção. Se os pesquisadores conseguirem fazer as máquinas funcionarem como um cérebro - através de raciocínio e lidando com abstrações, entre outras coisas - poderiam desencadear avanços tremendos em campos tão diversos como a medicina e a economia.
Pesquisadores da IBM anunciaram nesta semana que simularam o córtex cerebral de um gato, a parte pensante do cérebro, usando um supercomputador com 147.456 processadores (PCs mais modernos têm apenas um ou dois processadores) e 144 terabytes de memória central - 100 mil vezes mais que o seu computador. Os cientistas já haviam simulado 40% do cérebro de um rato em 2006, o cérebro completo do roedor, em 2007, e 1% do córtex cerebral de um ser humano neste ano, utilizando supercomputadores cada vez mais poderosos.
A última façanha, a ser apresentada em uma conferência de supercomputação em Portland, Oregon, não significa que o computador pensará como um gato, ou que dará origem a uma raça de robôs-gatos. A simulação, que roda 100 vezes mais devagar que o cérebro de um gato real, serve para observar como os pensamentos são formados no cérebro e como os cerca de 1 bilhão de neurônios e 10 trilhões de sinapses trabalham em conjunto. Os pesquisadores criaram um programa que disse ao supercomputador, localizado no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, para se comportar da forma como se acredita que um cérebro funcione. Imagens de logotipos de empresas, incluindo a IBM, foram mostradas à máquina e cientistas observaram a forma como as diferentes partes do cérebro simulado trabalharam em conjunto para descobrir o que eram aquelas imagens.
Dharmendra Modha, gerente de computação cognitiva da IBM Research e autor do estudo, diz que a pesquisa está numa "escala sem precedentes de simulação". Pesquisadores da Universidade de Stanford e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley também participaram do projeto. Modha diz que a pesquisa poderia levar os computadores a depender menos de dados "estruturados", como a informação "2 mais 2 igual a 4", e lidar melhor com ambigüidades, como identificar o logotipo de uma empresa mesmo que a imagem esteja desfocada. Ou esses computadores poderiam incorporar sentidos como a visão, tato e audição nas decisões que tomam. Uma razão pela qual o desenvolvimento desse tipo de tecnologia seria significativo para a IBM: a empresa está vendendo serviços para um "planeta inteligente" com o uso de sensores digitais que controlam coisas como clima e tráfego enviando dados para alimentar computadores que devem fazer alguma coisa com as informações, como prever tsunamis ou detectar acidentes de estrada.
Jim Olds, um neurocientista e diretor do Instituto Krasnow de Estudos Avançados da Universidade George Mason, classificou a nova pesquisa como um "passo enorme". Olds, que não estava envolvido no trabalho da IBM, disse que os neurocientistas foram acumulando dados sobre como o cérebro funciona como "colecionadores de selos", sem uma forma de amarrá-los entre si. - Fizemos grandes avanços na coleta de dados, mas não temos uma teoria coletiva ainda para a forma como este órgão complexo chamado cérebro produz coisas como os sonetos de Shakespeare e sinfonias de Mozart - disse ele - O Santo Graal para os neurocientistas é mapear a atividade das células nervosas individuais, que são conhecidas, e entender como elas agem em conjunto. Modha diz que uma simulação de um córtex humano pode vir na próxima década, se a Lei de Moore for mantida. Essa é "regra de ouro" determina que o número de transistores em um chip de computador tende a dobrar a cada dois anos.
No entanto, Olds adverte que simular o cérebro humano é "um problema tão complexo que podemos não ser capazes de chegar a uma resposta, mesmo com supercomputadores". - Não existem garantias neste jogo, porque a enorme complexidade do problema realmente diminui tudo que já tentamos fazer - disse ele."

E as questões éticas? Porque sempre que se noticiam inovações tecnológicas possíveis, a primeira palavra a seguir é quase sempre "PROGRESSO". Mas o que significa progresso? progresso de quem? Como são pesquisas financiadas por algum governo, não seria útil pensar em progresso da população? Mas são as empresas as primeiras (quase sempre únicas) a terem as benesses do progresso. Não está na hora de discutir progresso e progresso para quem, na hora de aprovar os financiamentos das pesquisas em Ciência e Tecnologia?



http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/11/18/

segunda-feira, abril 20, 2009

Relógio mais preciso do mundo



Pesquisadores afirmam que este novo relógio atômico é duas vezes mais preciso que os sistemas utilizados atualmente para regular os sistemas de satélites. O relógio atômico de estrôncio baseia-se no controle da vibração natural dos átomos para guardar o fio do tempo. A novidade deste relógio da Universidade do Colorado é que ele retorna ao "efeito pêndulo" dos átomos ainda mais regulares, capturando-os através de raios laser resfriadores dos mesmos a uma temperatura na qual toda a matéria cessa de ressonar.  "Um átomo se constitue de um núcleo e de életrons que giram em torno deste núcleo em órbitas bem definidas" explica o professor Jan Thomsen, um físico da Universidade de Conpenhague trabalhando junto a pesquisadores da Universidade do Colorado. "Utilizando o laser pode-se controlar o vai-e-vem do életron em uma direção bem definida entre suas órbitas, e isto constitui a oscilação do relógio atômico". Mesmo se o aumento de precisão não representa mais que uma fração de segundo, isto tem um grande potencial no domínio da determinação de grandes distâncias, por exemplo, quando se trata de medir a distância entre galáxias no espaço. A equipe deseja ir ainda mais longe: "Sonhamos com um relógio atômico de uma precisão perfeita", declara o professor Thomsen.
Fonte: www.maxisciences.com

- "Precisão perfeita", isso existe?


quarta-feira, março 11, 2009

MIL RAZÕES PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE


3. Nos cafezais da região de Manhumirim e Manhuaçu, Minas Gerais, o jacu era um pássaro inimigo dos cafeicultores, pelo fato de se alimentar de grãos de café novos: uma verdadeira praga. Isso até que os cafeicultores descobriram que dito cujo pássaro defecava os grãos de café alimentados e esses grãos, catados no chão e tratados, produzem um café de altíssima qualidade e vendido para exportação a um preço muitas vezes superior ao café normal. Viva o jacu, um pássaro amigo dos cafeicultores.



Ciência em Nietzsche


Alguém ... " ousou confessar que sentia mais satisfação em procurar a verdade do que na própria verdade: e assim foi desvendado de surpresa, para grande raiva dos sábios, o segredo fundamental da ciência. Entretanto, ao lado dessa confissão isolada, desse excesso de franqueza, senão de petulância, constata-se uma ilusão profundamente significativa ...: essa inabalável convicção de que o pensamento, pelo fio condutor da causalidade, possa penetrar até os mais profundos abismos do ser e tenha o poder não somente de conhecer, mas também de corrigir a existência. Essa nobre ilusão metafísica é o instinto próprio da ciência, que a conduz e a leva sem trégua a seus limites naturais, onde deve então transformar-se em arte - o objetivo real para o qual tende esse mecanismo (grifo do autor). 

Consideramos agora Sócrates à luz deste pensamento: ele nos aparece então como o primeiro que pôde não somente viver, mas também morrer em nome desse instinto da ciência: e é por causa disso que a imagem de Sócrates moribundo, do homem libertado, pelo saber e pela razão, do temor da morte, é o brasão suspenso sobre a porta de entrada da ciência, para relembrar a todos que a causa final da ciência é a de tornar a existência compreensível e, por isso mesmo, justificá-la: para o que, naturalmente, caso as razões não sejam suficientes, deve servir também no final de contas o mito, que acabo de apontar como a consequência necessária, como o objetivo real da ciência."

(Friedrich NIETZSCHE, O Nascimento da Tragédia, Editora Escala, São Paulo, 2007.)



terça-feira, novembro 11, 2008

Sonda Phoenix vê neve cair em Marte


A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte, detectou a formação de neve vinda das nuvens do planeta. Os experimentos também mostraram uma interação no passado entre minerais e água em estado líquido, um processo que ocorre na Terra.

A neve foi detectada por instrumentos que usam laser em nuvens localizadas a cerca de 4 km acima de onde a sonda está instalada. Entretanto, os flocos evaporam antes de chegar ao solo.

"Nada como isso havia sido visto em Marte", afirma Jim Whiteway, da York University, em Toronto, um dos líderes de pesquisa da missão. "Nós agora vamos procurar sinais de que a neve chegue até o solo."

Em 18 de setembro, a Folha Online adiantou a descoberta de água líquida em Marte, feita pelo brasileiro Nilton Rennó, também líder de pesquisa da missão da sonda. Para o grupo de Rennó não resta dúvida de que a substância possa ser encontrada no Planeta Vermelho, embora haja outros cientistas que dizem ver apenas "indícios".

Os experimentos realizados na Phoenix também indicam a presença de carbonato de cálcio, elemento presente em esqueletos dos corais e no giz da Terra. Também há indicações de partículas que podem ser argila. "A maioria dos carbonatos na Terra se formam apenas na presença de água líquida", afirma a direção da missão, em nota.

"Nós ainda estamos coletando dados e temos muitas análises pela frente, mas estamos progredindo nas grandes questões que fizemos para nós mesmos", afirma Peter Smith, chefe de pesquisa da Phoenix, no comunicado.

A missão da Phoenix, que começou em 25 de maio e originalmente estava planejada para durar três meses, entrou no quinto mês. Agora, a nave sofre com a queda na energia solar --esse deve ser o motivo para o encerramento dos trabalhos, até o fim do ano.


Até o fim de outubro, não deve haver energia suficiente para o funcionamento do braço robótico da sonda, que faz escavações no planeta. Depois, a Phoenix deve virar "ferro velho" marciano.


Cientistas identificam proteína-chave no controle da cor das flores



Cientistas da Vrije Universiteit Amsterdã, na Holanda, identificaram uma proteína que desempenha um papel importante no controle da coloração normal das pétalas das petúnias. As pesquisas, publicadas na revista "Nature Cell Biology" e que incluem a manipulação dessa proteína-chave nas células das pétalas, podem levar à criação de flores de cores diferentes das naturais.

Os pigmentos da flor se acumulam em um compartimento de células das pétalas conhecidas como vacúolo, mas a simples presença desses pigmentos não basta para gerar as cores rosa e vermelha das petúnias.

Para que as pétalas adquiram essas cores, os vacúolos têm que ser ácidos, já que, com um ambiente alcalino, a coloração é azul.

Os cientistas conheciam alguns fatores que controlam os níveis desses pigmentos, mas até agora não estava claro como era controlada a acidez do vacúolo.

A pesquisadora Francesca Quattrocchio e seus colegas da Vrije Universiteit Amsterdã conseguiram identificar uma proteína chamada PH5, que funciona como uma bomba e gera um ambiente ácido no vacúolo.

As mutações no gene PH5 reduzem a acidez do vacúolo, o que dá lugar a petúnias azuis.

Segundo os pesquisadores, os fatores que controlam os níveis dos pigmentos da flor controlam também a expressão PH5, o que garante uma coincidência entre o pigmento e a proteína que permite seu normal funcionamento.

A capacidade de alterar o ambiente do vacúolo manipulando a proteína PH5 pode servir para criar petúnias com pétalas de cores diferentes das habituais.