Mentoria e Curadoria de Projetos de Pesquisa em Educação, Ciência, Tecnologia, Tecnologia Social, Inovação, Projetos Escolares e Formação de Sujeitos.
quarta-feira, março 11, 2009
MIL RAZÕES PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Ciência em Nietzsche
terça-feira, novembro 11, 2008
Sonda Phoenix vê neve cair em Marte
A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte, detectou a formação de neve vinda das nuvens do planeta. Os experimentos também mostraram uma interação no passado entre minerais e água em estado líquido, um processo que ocorre na Terra.
A neve foi detectada por instrumentos que usam laser em nuvens localizadas a cerca de 4 km acima de onde a sonda está instalada. Entretanto, os flocos evaporam antes de chegar ao solo.
Em 18 de setembro, a Folha Online adiantou a descoberta de água líquida em Marte, feita pelo brasileiro Nilton Rennó, também líder de pesquisa da missão da sonda. Para o grupo de Rennó não resta dúvida de que a substância possa ser encontrada no Planeta Vermelho, embora haja outros cientistas que dizem ver apenas "indícios".
Os experimentos realizados na Phoenix também indicam a presença de carbonato de cálcio, elemento presente em esqueletos dos corais e no giz da Terra. Também há indicações de partículas que podem ser argila. "A maioria dos carbonatos na Terra se formam apenas na presença de água líquida", afirma a direção da missão, em nota.
"Nós ainda estamos coletando dados e temos muitas análises pela frente, mas estamos progredindo nas grandes questões que fizemos para nós mesmos", afirma Peter Smith, chefe de pesquisa da Phoenix, no comunicado.
A missão da Phoenix, que começou em 25 de maio e originalmente estava planejada para durar três meses, entrou no quinto mês. Agora, a nave sofre com a queda na energia solar --esse deve ser o motivo para o encerramento dos trabalhos, até o fim do ano.
Até o fim de outubro, não deve haver energia suficiente para o funcionamento do braço robótico da sonda, que faz escavações no planeta. Depois, a Phoenix deve virar "ferro velho" marciano.
Cientistas identificam proteína-chave no controle da cor das flores
Cientistas da Vrije Universiteit Amsterdã, na Holanda, identificaram uma proteína que desempenha um papel importante no controle da coloração normal das pétalas das petúnias. As pesquisas, publicadas na revista "Nature Cell Biology" e que incluem a manipulação dessa proteína-chave nas células das pétalas, podem levar à criação de flores de cores diferentes das naturais.
Os pigmentos da flor se acumulam em um compartimento de células das pétalas conhecidas como vacúolo, mas a simples presença desses pigmentos não basta para gerar as cores rosa e vermelha das petúnias.
Os cientistas conheciam alguns fatores que controlam os níveis desses pigmentos, mas até agora não estava claro como era controlada a acidez do vacúolo.
A pesquisadora Francesca Quattrocchio e seus colegas da Vrije Universiteit Amsterdã conseguiram identificar uma proteína chamada PH5, que funciona como uma bomba e gera um ambiente ácido no vacúolo.
As mutações no gene PH5 reduzem a acidez do vacúolo, o que dá lugar a petúnias azuis.
Segundo os pesquisadores, os fatores que controlam os níveis dos pigmentos da flor controlam também a expressão PH5, o que garante uma coincidência entre o pigmento e a proteína que permite seu normal funcionamento.
A capacidade de alterar o ambiente do vacúolo manipulando a proteína PH5 pode servir para criar petúnias com pétalas de cores diferentes das habituais.
segunda-feira, novembro 10, 2008
quinta-feira, novembro 06, 2008
Cientista publica primeiro genoma de homem negro
RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo
Esta semana está sendo especial para os negros não só no campo da política. Ontem, um dia após Barack Obama discursar como presidente eleito dos EUA, cientistas publicaram o primeiro genoma individual de um homem africano.
O trabalho, que sai na revista "Nature" juntamente com o genoma de um asiático, é um marco, dizem especialistas, pois amplia os dados que ajudam a revelar quantas e quais são as diferenças genéticas entre pessoas de etnias distintas.
A data de divulgação do estudo, porém, foi "mera coincidência", disse à Folha David Bentley, da empresa de biotecnologia Illumina, que liderou o trabalho. "Nós não sabíamos que Obama seria eleito."
O trabalho da Illumina e da equipe chinesa que seqüenciou um homem asiático não são exatamente análises do significado das diferenças genéticas entre indivíduos. Eles criam, porém, um material inédito sobre o qual outros cientistas poderão trabalhar.
A grande contribuição dos dois grupos foi descobrir novas "letras" do DNA humano que podem variar de uma pessoa para outra. São os chamados SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único, no jargão biológico). Como toda pessoa tem duas versões de cada gene --uma herdada do pai, outra da mãe--, quando as duas são diferentes é possível achar novos SNPs dentro de cada um dos novos genomas.
Os dois trabalhos também compararam seus dados aos outros dois genomas individuais disponíveis (os dos biólogos americanos James Watson e Craig Venter) e com o banco de dados dbSNP, que tem informações parciais de variações entre europeus.
No genoma do africano, 26% da variabilidade achada era ainda desconhecida. "Significa 1 milhão de SNPs nunca vistos, saídos do seqüenciamento de uma única pessoa", diz Bentley. "É um bocado de individualidade." No seqüenciamento do chinês, feito no Instituto de Genômica de Pequim, 13,6% dos SNPs eram novos.
"Desracialização"
O que mais impressiona nos dados, porém, são as semelhanças, em vez das diferenças.
"Se olharmos o genoma do Venter, 30,1% dos SNPs presentes são exclusivos dele --não estão no dbSNP--, e no do Watson esse número dá 33%. O do chinês agora apresenta uma diferença de 31,8%", diz o geneticista Sérgio Danilo Pena, da UFMG, que leu os estudos na "Nature" a pedido da Folha. Grosso modo, isso significa que Venter é tão diferente de Watson quanto Watson é diferente de um chinês.
Os novos estudos, diz Pena, reforçam a tese de que dividir a humanidade em "raças" diferentes é uma idéia insustentável do ponto de vista da genética. Bentley, também, diz que prefere nem ouvir essa palavra. "Estamos comparando indivíduos, não dissemos nada sobre raças", afirmou.
Marcelo Nóbrega, geneticista da Universidade de Chicago, diz que os trabalhos na "Nature" chamam à atenção pela tecnologia usada, uma leitura expressa do DNA "picotado" em fragmentos muito pequenos. "Achava-se que essas tecnologias não dariam conta de seqüenciar o genoma humano, porque o tamanho das seqüências geradas é muito baixo, de 15 a 25 letras", disse. "Montar um texto de 3 bilhões de letras a partir de peças assim parecia impossível. Os estudos mostram que é possível."
Bentley diz que seu trabalho custou US$ 250 mil, mas a Illumina já está reduzindo o custo da técnica a migalhas. "No próximo ano esperamos que custe menos de US$ 10 mil", afirma.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Uma idéia na cabeça e um microscópio na mão
Com uma idéia na cabeça e um microscópio na mão, pesquisadores fazem arte
RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo
"Eu não trago uma estética, eu acredito em revelar uma estética que torna a imagem mais acessível", costuma dizer a pesquisadora e fotógrafa Felice Frankel, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
A definição de uma das pioneiras da área de imageamento científico artístico cabe como uma luva para descrever os vencedores do Desafio Internacional de Visualização em Ciência e Engenharia 2008, promovido pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, cujo resultado acaba de sair.
| Stew Milne/AP |
| Desafio de Visualização em Ciência e Engenharia reúne imagens surpreendentes |
É o caso da fotografia vencedora, "A Floresta de Vidro", feita por Mario De Stéfano, da Segunda Universidade de Nápoles, Itália. A imagem de microscópio mostra algas diatomáceas na forma de triângulos verdes lembrando folhas grudadas em um "caule", um invertebrado marinho. Essas algas produzem perto de 40% do oxigênio do planeta. O "vidro" é porque elas são feitas do mesmo material, a sílica.
"Muitas pessoas pensam que arte e ciência são muito diferentes, que ciência é cérebro esquerdo e arte é cérebro direito, e isso não é verdade necessariamente. Esse concurso mostra que as duas podem ser entrelaçadas maravilhosamente", declarou uma das juradas, Alisa Zapp Machalek, do Instituto Nacional de Ciências Médicas Gerais, de Bethesda, Maryland, leste dos EUA.
Uma das menções honrosas de fotografia mostra "os pequenos monstros que alimentam a besta" -imagens das microscópicas ventosas dentadas de uma lula. A colorização artificial feita por Jessica Schiffman, da Universidade Drexel, de Filadélfia, Pensilvânia, é baseada na comédia de humor negro "A Pequena Loja dos Horrores", sobre uma flor carnívora devoradora de pessoas.
Já a vencedora na categoria Ilustração mostra o sistema circulatório em detalhe em várias escalas, do coração aos átomos de oxigênio, feita por pessoal do museu Exploratorium, de San Francisco.
Os vencedores de 2008 podem ser vistos no site www.sciencemag.org/vis2008. Instruções para concorrer no concurso de 2009 estão em www.nsf.gov/news/specialreports/scivis/index.jsp.
MIL RAZÕES PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
terça-feira, novembro 06, 2007
Partículas-fantasmas
Existem, no entanto, objetos perfeitamente naturais que também podem atravessar paredes. São os neutrinos, as partículas mais exóticas da natureza, pelo menos das que conhecemos até agora. Sua história, desde que foram propostas até sua descoberta em experimentos, e as últimas surpresas que andam pregando nos físicos (que veremos numa outra semana), ilustra bem algo de que é sempre bom lembrar: a ciência é uma narrativa em andamento, que vai se aprimorando aos poucos, à medida que aprendemos mais sobre o mundo.
Durante as primeiras duas décadas do século passado, várias descobertas sobre o núcleo atômico revelaram que os átomos podem se transmutar uns nos outros, realizando espontaneamente o sonho dos alquimistas. Infelizmente, não era o chumbo que se transmutava em ouro, mas átomos mais pesados, como o urânio, ditos radioativos por emitirem radiação.
Dos três tipos de radiação emitidos pelos núcleos de átomos radioativos, um deles, chamado de radiação beta, era particularmente misterioso. Sabia-se que a radiação beta tinha carga elétrica negativa; logo ficou claro que os raios beta eram elétrons sendo ejetados pelo núcleo. Todavia, sabia-se que o núcleo era eletricamente positivo. De onde vinham esses elétrons com carga negativa? E sua energia?
A situação era exasperadora. Alguns físicos, como o grande Niels Bohr, chegaram até a sugerir que a lei de conservação de energia fosse abandonada. A solução foi oferecida por Wolgang Pauli em 1930: "Tenho uma solução desesperada, a possibilidade de que exista no núcleo uma partícula sem carga elétrica que é ejetada com o elétron". A partícula ficou conhecida como "neutrino", ou seja, um nêutron (o companheiro do próton no núcleo, descoberto em 1932) pequenino.
Ficou claro que o decaimento beta é, na verdade, a desintegração de um nêutron num próton, num elétron e num neutrino (mais precisamente um "antineutrino", mas vamos deixar isso de lado). Note que a carga elétrica é a mesma antes e depois da reação [zero = (+) + (-) + zero]. O neutrino garante, também, a conservação de energia.
Apenas em 1956 o neutrino foi descoberto. A demora se deveu às estranhas propriedades dessa partícula. Para ser detectada, uma partícula precisa interagir com um detector. Por exemplo, você só enxerga porque seus olhos podem detectar os fótons, as partículas da luz. No caso dos neutrinos, sua interação com partículas de matéria como elétrons é tão fraca que eles são capazes de atravessar paredes, pessoas e até mesmo planetas inteiros sem uma única interação.
Seu corpo é atravessado por trilhões deles por segundo sem que você se dê conta!
Por isso, os neutrinos são chamados de partículas-fantasmas.
De onde vêm esses neutrinos todos?
A maioria vem do centro do Sol, onde temperaturas de 15 milhões de graus Celsius são capazes de fundir hidrogênio em hélio, produzindo também neutrinos em abundância: ao menos na física, os fantasmas vêm da luz e não das trevas.
segunda-feira, outubro 29, 2007
Cultura da Internet e seus problemas
Um casal da cidade de Zenica, na Bósnia-Herzegóvina, estava com problemas no casamento. Por causa disto, os dois iniciaram contatos pela internet, na espectativa de encontrarem melhores relacionamentos e, sem saber de suas identidades, trocaram mensagem um com ou outro e acabaram se apaixonando. Quando a relação via internet tournou-se séria, decidiram se encontrar, e então descobriram quem eram.
Resultado: decidiram se separar.
terça-feira, outubro 23, 2007
Ética dos robôs
Françoise Lazare e Philippe Mesmer escrevem para o “Le Monde”:
O mais novo dos robôs humanóides japoneses tem capacidades impressionantes. Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Kawada e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão, o "HRP-3 Promet" tem tudo que o trabalhador do futuro precisa.A máquina branca e preta, de
Bill Gates, cuja Microsoft acaba de desenvolver um sistema operacional padronizado para esse tipo de máquina, acredita que a indústria da robótica, como a dos computadores pessoais 30 anos atrás, está às portas de uma forte expansão. As novas máquinas evoluirão no contato com os seres humanos e poderão substituí-los na execução de certas tarefas; mas será que terão direitos? A questão já está em debate no Reino Unido, em um relatório encaminhado ao governo em dezembro de 2006. O projeto Horizon Scan teve por tema cerca de 250 assuntos que estão em desenvolvimento, entre os quais as conseqüências da evolução da robótica. Podem votar?
Sob o título "sonhos utópicos ou máquinas melhores", os especialistas discutem aquilo que será preciso prover aos robôs à medida que sua inteligência artificial se desenvolva. Será que terão direito de voto? Serão forçados a pagar impostos, a prestar serviço militar? De acordo com o estudo, caso os robôs participem da força de trabalho e, portanto, do crescimento da economia, será necessário fornecer a eles, por exemplo, uma cobertura de seguro social que garanta o bom funcionamento de seus equipamentos.
Como aponta o texto, um computador, que legalmente não é considerado uma pessoa, não poderia ser responsabilizado judicialmente por qualquer delito. Seu fabricante, no entanto, poderia proteger seus direitos de propriedade intelectual. No Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das organizações líderes na pesquisa em robótica nos EUA, Aaron Edsinger está envolvido há três anos no desenvolvimento do robô Domo. Trata-se da fusão entre o Kismet, robô criado para o estudo dos contatos entre máquinas e humanos e da aprendizagem que eles propiciam, e do Cog, muito eficiente na manipulação de objetos.
"A questão dos direitos dos robôs será importante no futuro não apenas para os estudiosos da robótica mas para a sociedade em geral", diz ele. "Não estou certo de que ela venha a ser tão diferente da questão dos direitos animais. A probabilidade é que venhamos a nos comportar assim também em relação às diferentes categorias de robôs. Uma lavadora de louças deve continuar a ser uma lavadora de louças. Já os robôs mais infantilizados talvez venham a ocupar o lugar de um cão ou gato. E creio que dentro de 50 anos parecerá natural que concedamos direitos semelhantes aos dos animais a essas duas categorias de companheiros", diz. (Isaac Asimov)
No Japão, a questão vai se apresentar mais cedo, dada a posição importante que a robótica já ocupa na vida cotidiana do país. O envelhecimento da população apresenta problemas de mão-de-obra para as empresas, e também no que tange a encontrar assistência para os idosos. Por isso, laboratórios e parcerias, sob forte pressão do governo, estão investindo pesadamente nesse ramo de atividade. Os robôs humanóides vêm sendo desenvolvidos pouco a pouco pelos laboratórios, como por exemplo o Wakamaru, que já está à venda para trabalhar como recepcionista em empresas.
Já a Alsok, fabricante de produtos de segurança, está oferecendo aos clientes os robôs de vigilância C4 e C5, para operar em centros comerciais. Com abordagem bastante pragmática, o Ministério da Economia japonês está trabalhando na redação de normas de segurança para o uso de robôs. A comissão criada para essa finalidade em dezembro de 2006 não deve se pronunciar em favor do estabelecimento de uma distinção entre robôs e outras máquinas. O fabricante será sempre considerado responsável pelos problemas criados por seu produto, a não ser que as instruções de uso tenham sido desrespeitadas. As normas do governo exigirão que os fabricantes garantam fiscalização séria dos robôs que prestarão serviços pessoais.Na Coréia do Sul, país igualmente avançado em termos de robótica e grande rival do Japão nessa área, uma "carta ética dos robôs" deve ser redigida neste ano. O texto se inspira nos princípios propostos pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov. Os robôs não deverão fazer mal aos seres humanos ou permitir que estes os façam sofrer. Deverão obedecer aos seres humanos, a menos que isso contradiga a primeira lei. E deverão garantir sua própria proteção, caso isso não contradiga as duas primeiras leis. (Texto foi publicado no "Le Monde". Tradução de Paulo Migliacci)
quinta-feira, setembro 27, 2007
Uma reflexão interessante, para provocar uma leitura crítica da Internet
Site leva turistas a buscar praia britânica imaginária
Uma página na Internet promovendo uma praia paradisíaca, considerada a melhor da Cornualha, no sudoeste da Grã-Bretanha, vem atraindo hordas de turistas à região em busca do local, que não sabem que o local na verdade não existe.
O "site oficial" da praia de Porthemmet, já visitado por milhares de pessoas, avisa: "Se você está planejando uma viagem à Cornualha, garanta uma visita à praia de Porthemmet. Ela é considerada a melhor praia da Cornualha tanto pelos moradores da região quanto pelos freqüentes visitantes ao condado".
Reprodução do "site oficial" da praia de Porthemmet |
| Site põe placa da suposta cidade de Porthemmet |
A página diz que graças ao fluxo da Corrente do Golfo, Porthemmet "tem águas mornas e parece mais um paraíso tropical do que uma praia na Grã-Bretanha" e avisa que, para os visitantes mais jovens, ela traz o atrativo de ter muitos bares e discotecas, além de ser a única do país a permitir a prática de topless. Segundo a imprensa britânica, muitos turistas têm seguido as indicações do site e procurado na estrada A30 as placas que mostrariam "claramente" a direção a seguir para chegar à praia. Mas as placas, cujas fotos aparecem no site, também não existem.
Costume local
Para aqueles que se aventuram a perguntar pela praia aos moradores da região, o site avisa: "Há um costume local na Cornualha segundo o qual os moradores fingem não saber onde fica a praia de Porthemmet. Não seja enganado, todos os moradores da Cornualha sabem onde fica a praia, mas estão somente se divertindo". A "página oficial" da praia sugere então aos turistas que digam aos locais ser um "emmet", que significaria, no dialeto local, alguém que ama a Cornualha. "Emmet", na verdade, é o termo usado pelos locais para se referir, de maneira pejorativa, aos turistas.
Segundo o jornal "The Independent", o site é criação do britânico Jonty Haywood, originário da Cornualha e que atualmente trabalha como professor de inglês na Tailândia. Em entrevista ao jornal, ele negou que o site seja parte de uma campanha de nacionalismo na Cornualha e de crítica aos milhões de turistas que visitam suas praias a cada ano. Segundo ele, a página não tem nenhum objetivo além de fazer graça. "Mandar turistas tentar encontrar uma praia imaginária é engraçado", justificou ele ao jornal.
quinta-feira, setembro 06, 2007
O ECO
Para quem ensina e aprende Ecologia: vejam estes relatos.
http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=6&pageCode=149&date=currentDate&contentType=html
Internet traduzida em livro
sábado, setembro 01, 2007
3108 - DIA DO BLOG
Hoje é Blogday
31 de Agosto é o Dia do Blog, ou Blog Day, data escolhida pela semelhança entre 3108 e a palavra blog. Como o Natal, não passa de uma data comercial que certamente surgiu de um linkbait como qualquer outro.
Em 2005, o israelense Nir Ofir teve uma idéia bacana. "Nos últimos meses, eu senti que, a medida em que surgem mais blogs, perco menos tempo com eles. Com o excesso de informações, visito apenas meu blog favorito. Então por que não incentivamos nossos visitantes a conhecer novos blogs?". Poderia ter escolhido qualquer dia do ano, mas optou pelo 31 de agosto por razões semióticas: em inglês, 31-Aug vira 31-Og, que vira 31OG - já dá pra ler a palavra blog escondida ali?
Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.
BlogDay instruções:
quinta-feira, agosto 30, 2007
Israel cria robô para combater câncer
O trabalho de dois jovens cientistas de Haifa, ao norte de Israel, atraiu holofotes do mundo inteiro. Eles inventaram um robô, com aparência de inseto, capaz de se agarrar às paredes dos vasos sanguíneos mesmo contra a corrente. Com um milímetro de diâmetro e quatro de comprimento, a novidade, já testada em tubos plásticos e artérias de animais, é movida por um campo magnético, que controla o movimento e a velocidade, sem a necessidade do uso de cabo ou bateria. Ele poderia, por exemplo, levar uma partícula radioativa a um lugar específico, no tratamento de câncer, ao invés da quimioterapia que afeta o corpo todo. O próximo passo, em dois ou três anos, serão os testes clínicos com seres humanos.
Concurso de fotografias revela a arte na ciência
| Reprodução/BBC Brasil |
Dentes de caracol de jardim, cristais de vitamina C e garras de morcego são alguns dos destaques da edição deste ano do concurso fotográfico britânico Visions of Science, ou Visões da Ciência, em tradução livre. Os 32 finalistas, que vão de acadêmicos e médicos a fotógrafos amadores e estudantes, encontraram maneiras originais de retratar fenômenos científicos e naturais.
Confira a galeria de imagens da BBC Brasil
O resultado são imagens que ora lembram obras de arte abstratas ora parecem saídas de um filme de terror. “Acreditamos que esta competição é um fantástico veículo para comunicar a importância da ciência e da tecnologia para o nosso entendimento do mundo. Ela também permite que o impressionante mundo das imagens científicas alcance uma audiência mais ampla”, disse John Morton, chefe da Engineering and Technology Board (ETB), organizador do concurso.
A competição é patrocinada pelo jornal The Daily Telegraph e a Science Photo Library e conta com um painel de jurados composto por cientistas, fotógrafos e editores de fotografia. Entre os competidores, eles buscam imagens únicas, que revelem novas percepções da natureza, medicina, ciência e engenharia.
Os vencedores em cada uma das cinco categorias (Ação, Arte, Detalhe, Pessoas e Conceitos) receberão um prêmio de mil libras em dinheiro, o equivalente a aproximadamente R$ 4 mil, e serão convidados para uma cerimônia de premiação em setembro, na Royal Society, em Londres.
quinta-feira, julho 26, 2007
Museu berlinense mostra passado e futuro dos robôs
O Museu da Comunicação de Berlim dedica uma mostra especial à história dos robôs e à interação entre homem e máquina. A exposição intitulada Die Roboter kommen! (“Os robôs vem aí!”, em tradução livre) mostra o desenvolvimento da tecnologia robótica, mas não se limita a temas técnicos.
O museu mostra também a visão que se tinha dos robôs em várias épocas – em pinturas, revistas e filmes de ficção científica.
O homem se ocupa com seu colega mecânico há muito tempo: uma das peças mais antigas expostas em Berlim mostra um desenho de 1740 que retrata um misto de mulher e relógio. Entre os séculos 16 e 19 foram criados vários mecanismos capazes de fazer música ou desenhar que fascinavam as pessoas.
Semelhança
Os primeiros robôs semelhantes ao ser humano surgiram entre os anos 20 e 50 do século passado.
A mostra berlinense inclui um dos primeiros deles, com o nome de “Sabor V”, que hoje mais parece um tosco homem de lata.
A exposição vai até os dias atuais e mostra que os robôs já estão em toda a parte: só na Alemanha há cerca de 130 mil deles na indústria. O Museu da Comunicação mostra robôs modernos, que são capazes de aprender através da interação com os humanos.
No futuro os andróides poderão se comunicar com os humanos, e há até quem diga que por volta de 2050 será realizado o primeiro jogo de futebol entre máquinas e humanos. A mostra no Museu da Comunicação em Berlim foi inaugurada no começo de abril e fica exposta até o dia 2 de
setembro de 2007.
Cientista prevê 'direitos humanos' para robôs
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| Inteligência artificial fará robôs desejarem direitos, diz relatório |
A previsão, segundo o jornal, foi apresentada pelo cientista do governo, David King, em um relatório de 270 páginas no qual elabora projeções para o mundo dentro de 50 anos.
Em 2056, "chineses andarão sobre a Lua, o mundo terá que ser dividido em blocos monetários depois de um choque de câmbio, e até robôs terão de votar", diz a matéria.
A idéia de robôs totalmente integrados à vida social humana, como nos clássicos do escritor de ficção científica Isaac Asimov, segue o que os cientistas acreditam ser o futuro da inteligência artificial.
"Se criarmos robôs conscientes, eles vão querer ter direitos, e provavelmente deveriam tê-los", diz ao FT um pesquisador do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos.
"É também lógico que tais direitos correspondam a obrigações cidadãs, incluindo votar, pagar impostos e prestar serviço militar obrigatório", acrescenta o jornal.
Entre os benefícios estariam ainda auxílios de complementação de renda, auxílio-moradia e, possivelmente, um sistema de saúde de robôs, para consertar as máquinas desgastadas pelo tempo.
"Seria aceitável chutar um cachorro-robô sendo que não devemos chutar um cachorro de verdade", indaga ao jornal o pesquisador.
"Haverá quem não saiba distinguir entre uma coisa e outra. Precisamos de regras éticas para assegurar que humanos interajam com robôs de forma ética, e não modifiquemos as fronteiras do que consideramos aceitável."

