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quarta-feira, abril 13, 2011

pesquisadores criam folhas produtoras de energia





Pesquisadores criam folha artificial capaz de gerar energia de baixo custo.
O Santo Graal das ciências naturais foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e se constitui em uma folha artificial capaz de realizar fotossíntese de forma tão ou mais eficiente quanto às folhas naturais. O material projetado que se assemelha a uma carta de baralho é feito de silício, componentes eletrônicos e vários catalisadores – substâncias que interferem no ritmo da reação química.
Seu funcionamento se dá através da utilização da luz solar para separar os dois componentes da água, oxigênio e hidrogênio. Após a divisão os gases seriam armazenados em uma espécie de célula combustível que transforma estes compostos em energia elétrica. Segundo Dr. Daniel Nocera, chefe do estudo, as folhas artificiais são capazes de suprir eletricamente o consumo de uma residência.
Este dispositivo foi viabilizado em função das novas perspectivas globais em que um dos maiores problemas modernos ainda sem solução por parte dos países em desenvolvimento é o abastecimento energético de sua população. Mais do que garantir energia elétrica para todos é preciso que sua fonte seja barata, renovável e cause pouco ou nenhum impacto ambiental.
Essa não é a primeira tentativa de se criar folhas artificiais, no entanto as tentativas anteriores falharam por possuírem custos elevados, baixa durabilidade e os materiais empregados eram bastante instáveis. O método mais recente apresentou, em laboratório, um trabalho de 45 horas ininterruptas sem nenhuma queda na qualidade da produção.
A folha sintética tem baixos custos de produção, é formada por materiais altamente estáveis e funciona perfeitamente em condições simples. Além de ser 10 vezes mais eficiente na realização da fotossíntese quando comparadas com as folhas naturais. Os cientistas acreditam que em um futuro próximo cada residência terá sua própria fonte fotossintetizante de energia.


 

segunda-feira, abril 11, 2011

CONCURSO CULTURAL GAMBIARRAS TECNOLÓGICAS


Concurso Cultural Gambiarras Tecnológicas

http://gambiartedesign.wordpress.com

Acessórios feitos com peças de computador? Antena feita com pvc? Carrinhos mp3 com tv que vendem café? Teclado que virou telefone? Celular-vaso de flores? Monitor casa-de-cachorro? Máscara africana porta-antena wi-fi? CD decorando árvores?

As inscrições para o Concurso Gambiarras Tecnológicas vão até o dia 24 de maio. O objetivo é divulgar a criatividade de pessoas que utilizam e fazem arte a partir de peças de computador e de outros aparatos tecnológicos que seriam descartados, ou que sejam reutilizados de maneira criativa. Valem as reapropriaçoes e os novos usos das tecnologias para algum outro fim.

A inscrição é gratuita. Basta enviar a foto com o nome e o local onde foi feita para o gambiartedesign@gmail.com.A comissão irá avaliar as fotos das Gambiarras e os três primeiros lugares ganharam prêmios especiais. Os candidatos podem participar com quantas fotos quiserem.

Fotografem as gambiarras pelas ruas!

Envie fotos de Gambiarras Tecnológicas pra gente! As fotos escolhidas estarão em nossa galeria no site Flickr. Participe!

E-mail: gambiartedesign@gmail.com


COMPUTADORES QUE FIZERAM HISTÓRIA



Conheça os grandes computadores que mudaram o destino da humanidade.

sábado, fevereiro 19, 2011

A QUÍMICA E A VIDA 1



Vida quimicamente trivial.
Ao carbono, hidrogênio,
oxigênio e nitrogênio
junte-se pitada de cálcio
tiquitim de potássio
quase nada de outros elementos.
Complexamente organizado,
eis o ser humano.

"VIVER É MUITO PERIGOSO"



"Viver é muito perigoso". E sobreviver é muito difícil. 99,99% dos bilhões de espécies de seres vivos que existiram na Terra desde a aurora do tempo não está mais aqui. A vida é muito frágil.

90 POR 10

Noventa por cento da matéria do planeta Terra é constituída de três elementos: ferro, silício e oxigênio. A soma do restante não passa de míseros dez por cento.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

MOVIMENTO BROWNIANO

Isso acontece na Ciência


Em 1928, o botânico escocês Robert Brown observou um estranho fenômeno no seu microscópio: inúmeros e minúsculos grãos de pólen mergulhados em um líquido em reposuo mexiam-se de forma frenética e irregular. As partículas agitavam-se de trás para frente e da esquerda para a direita, indo de um lado para o outro em um movimento totalmente desordenado. Durante muito tempo procurou-se explicações para isso, mas foi preciso esperar 80 anos paa que Einstei e outros físicos conseguissem compreender o fenômeno: as moléculas do líquido se mexem aos solavancos através de movimentos aleatórios e, chocando-se com as partículas de pólen fazem-nas se mover. Einstein desenvolveu uma formulação matemática que ficou conhecida como movimento browniano e que tem aplicações em áreas diversas, desde a física e a demografia até a economia e as finanças. Porém, o precursor destes modelos matemáticos foi um professor francês, chamado Louis Bachelier, que estudou o passeio aleatório como modelo do comportamento dos mercados, e já sinalizava que o modelo poderia explicar o movimento browniano se considerasse momentos cada vez mais curtos. Os trabalhos de Bachelier antecederam os de Einstein, mas passaram despercebidos e ficaram muito tempo esquecidos. Einstein também não era muito conhecido na época, mas como físico vivia os grandes momentos de efervecência da física do início do século XX.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

LIÇÕES DA AMAZÔNIA



1. Como em todo o Brasil, na Amazônia tudo está para ser feito.


2. É preciso colocar a Educação Ambiental, ou qualquer outro nome que possa ter, no centro da Educação em Ciências e da pesquisa em Ensino de Ciências.


3. Trabalhar com Educação Ambiental sem considerar o homem como parte do ambiente induz a falsos resultados.


4. Não se pode desprezar a cultura popular, as crenças e representações populares para propor uma agenda educacional em Ciências.


5. Tem muita gente competente no Amazonas.


6. É preciso investir fortemente no ensino fundamental e na formação de professores. A formação de professores no Brasil é ridícula.


7. O Brasil continua um somatório irregular de localidades isoladas, de sertões. Precisa-se interligar os sertões. E a EaD pode proporcionar isso.


8. A representação dos índios no Brasil os mostra como pessoas nuas. Os índios do Amazonas usam indumentárias próprias.


9. As estratégias de divulgação científica precisam ser planejadas a partir de demandas da população.


10. Tecnologias modernas, como a nanotecnologias, podem sanear a sem rasgar a floresta, sem a Engenharia do século XIX.


11. A média de chuva no mundo é de 1m por ano. A grande precipitação de chuva concentra-se em uma estreita faixa que vai das ilhas da Oceania, passando pelo Pacífico e Atlântico e Amazonas, chegando a uma pequena porção da costa oeste da África. Nesses locais a precipitação chega a 3m de chuva por ano.


12. Muita chuva significa muita liberação de energia. Nuvens de chuva significam condensação de vapor d'água com liberação de energia. A Amazônia é a maior fonte continental de energia para o sistema climático da Terra.


13. Importância da Amazônia: ela é um armazem de carbono em torno de dez vezes a emissão geral global de gases de efeito estufa.


14. As florestas tropicais retiram CO2 da atmosfera e liberam O2, através da fotossíntese. Juntamente com os oceanos elas fazem este balanço químico.


15. O sequestro de Carbono através da fotossíntese ainda é maior que a emissão pelo desflorestamento. 82% da emissão de gás carbônico na atmosfera provém da queima de combustíveis fósseis.

quarta-feira, agosto 04, 2010

SEM FUTURO?



Se hoje deletamos nossos rascunhos, correspondências e mensagens eletrônicas, como, daqui alguns anos, serão as fontes de pesquisa da história do pensamento?

SOBRE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

O MEC entende a Educação Tecnológica como formação profissional de nível superior. Só isso? Mas por influência de quem? Creio que dos grupos de Trabalho e Educação das Faculdades de Educação das Universidades brasileiras. Apesar disso, ou talvez por isso, o Estado não se compromete com a Educação Tecnológica e chama a "classe produtora" para fazê-lo.

terça-feira, junho 01, 2010

QUATRO DÉCADAS DEPOIS



Mais de quatro décadas da contracultura (sou fruto dela) os indignados não estão menos indignados (indignação não envelhece) nem o mundo melhorou: continua o mesmo. E o roteirista (com direito a Oscar), diretor e ator de um filme (Sem Destino) ícone da contracultura norte-americana, Denis Hoper, morreu de câncer na próstata.   A cultura média absorve facilmente a contracultura, como a moda absorveu o índigo blue, e os símbolos vão morrendo e o mundo dá voltas e volta ao mesmo lugar. Apenas a inclinação da Terra mudou 0,012 graus depois do terremoto do Chile.



MUSEUS E PÚBLICO


Os museus alemães receberam mais de cem milhões de visitantes no ano passado: um recorde. E quanto mais majestosa a construção de um museu mais público ele recebe. É assim na Pinacoteca Moderna, em Munique, e no Museu Histórico Alemão, de Berlim, reformados e reinaugurados recentemente pelo arquiteto I. M. Pei. Além da espetacularização das exposições parece que assistimos também a espetacularização da arquitetura do museu. 


terça-feira, março 09, 2010

QUAL A SUA DÚVIDA SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL?





Caros

Em breve faremos uma palestra/mesa redonda sobre o tema "Aquecimento Global" no CEFETMG (Belo Horizonte/MG) e gostaríamos de colher opiniões sobre as dúvidas mais frequentes dos alunos, professores, faminliares, etc. sobre essa temática. Portanto convido-os a responderem com uma pergunta/dúvida, a questão:

Qual a sua dúvida sobre o aquecimento global?

Plote-as em um dos blogs listados abaixo, ou diretamente no e-mail lactea.projetos@gmail.com.

Elas serão respondidas por um especialista no dia da palestra ou através dos blogs: http://cafecientificocefetmg.blogspot.com
http://lactea-projetos.blogspot.com
http://ecct-ventura.blogspot.com

quarta-feira, janeiro 27, 2010

CORRER DESCALÇO É MELHOR

Mother Nature has outpaced science once again: the bare human foot is better for running than one cushioned by sneakers. What about those $125 high-tech running shoes with 648 custom combinations? Toss 'em, according to a new study published online January 27 in the journal Nature (Scientific American is part of Nature Publishing Group). 

"Most people today think barefoot running is dangerous and hurts," Daniel Lieberman, a professor of human evolutionary biology at Harvard University, said in a prepared statement. "But actually you can run barefoot on the world's hardest surfaces without the slightest discomfort and pain…It might be less injurious than the way some people run in shoes." 

Lieberman and his group used 3-D infrared tracking to record and study the running and strike style of three groups of runners: people who had always run barefoot, people who had always run with shoes, and people who had switched from shoe to shoeless. 

They found that when runners lace up their shmancy sneakers and take off, about 75 to 80 percent land heel-first. Barefoot runners—as Homo sapiens had evolved to be—usually land toward the middle or front of the food. "People who don't wear shoes when they run have an astonishingly different strike," Lieberman said. 

Without shoes, landing on the heel is painful and can translate into a collision force some 1.5 to 3 times body weight. "Barefoot runners point their toes more at landing," which helps to lessen the impact by "decreasing the effective mass of the foot that comes to a sudden stop when you land," Madhusudhan Venkadesan, an applied mathematics and human evolutionary biology postdoctoral researcher at Harvard who also worked on the study, said in a prepared statement. But as cushioned kicks have hit the streets and treadmills, that initial pain has disappeared, and runners have changed their stride, leading to a way of high-impact running that human physiology wasn't evolved for—one that the researchers posit can lead to a host of foot and leg injuries. 

Perhaps it should come as no surprise that our bodies are still better engineered than new-fangled trainers. When taking into account our ancient ancestors, "humans have engaged in endurance running for millions of years," the researchers wrote in their study. "But the modern running shoe was not invented until the 1970s." 

Another recent study, by the American Academy of Physical Medicine and Rehabilitation and published last December in the academy's journal, PM&R, found that wearing running shoes "increased joint torques at the hip, knee and ankle," when compared to barefoot running. Even a jog in high heels was better for joints than specialized tennis shoes. 

Despite the growing movement of barefoot (or more lightly shod) runners, many researchers are calling for more evaluation before all those sweaty sneakers are abandoned. "There is no hard proof that running in shoes… causes injuries," William Jungers, a professor of anatomical sciences at Stony Brook University in Long Island, NY, wrote in a commentary that accompanies the new study. But, he asserted, "In my view there is no compelling evidence that it prevents them either." And as a boost to the barefoot argument, he added: "There are data that implicate shoes more generally as a plausible source of some types of chronic foot problems." 

So perhaps you can skip those sneaks, say the study authors. "All you need is a few calluses," Lieberman said. 

quinta-feira, novembro 19, 2009

Computadores podem ultrapassar capacidade do cérebro humano em 2019

Crédito: IBM


SAN FRANCISCO - "Cientistas de IBM dizem ter feito um grande avanço na busca por computadores que "pensem" como cérebros vivos, num esforço que testa os limites da tecnologia e aponta para 2019 como o ano em que uma máquina conseguirá simular a capacidade cerebral humana. Mesmo os mais poderosos supercomputadores do mundo não conseguem replicar aspectos básicos da mente humana. As máquinas não podem imaginar uma parede pintada de uma cor diferente, por exemplo, ou olhar para o rosto de uma pessoa e relacionar alguma emoção. Se os pesquisadores conseguirem fazer as máquinas funcionarem como um cérebro - através de raciocínio e lidando com abstrações, entre outras coisas - poderiam desencadear avanços tremendos em campos tão diversos como a medicina e a economia.
Pesquisadores da IBM anunciaram nesta semana que simularam o córtex cerebral de um gato, a parte pensante do cérebro, usando um supercomputador com 147.456 processadores (PCs mais modernos têm apenas um ou dois processadores) e 144 terabytes de memória central - 100 mil vezes mais que o seu computador. Os cientistas já haviam simulado 40% do cérebro de um rato em 2006, o cérebro completo do roedor, em 2007, e 1% do córtex cerebral de um ser humano neste ano, utilizando supercomputadores cada vez mais poderosos.
A última façanha, a ser apresentada em uma conferência de supercomputação em Portland, Oregon, não significa que o computador pensará como um gato, ou que dará origem a uma raça de robôs-gatos. A simulação, que roda 100 vezes mais devagar que o cérebro de um gato real, serve para observar como os pensamentos são formados no cérebro e como os cerca de 1 bilhão de neurônios e 10 trilhões de sinapses trabalham em conjunto. Os pesquisadores criaram um programa que disse ao supercomputador, localizado no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, para se comportar da forma como se acredita que um cérebro funcione. Imagens de logotipos de empresas, incluindo a IBM, foram mostradas à máquina e cientistas observaram a forma como as diferentes partes do cérebro simulado trabalharam em conjunto para descobrir o que eram aquelas imagens.
Dharmendra Modha, gerente de computação cognitiva da IBM Research e autor do estudo, diz que a pesquisa está numa "escala sem precedentes de simulação". Pesquisadores da Universidade de Stanford e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley também participaram do projeto. Modha diz que a pesquisa poderia levar os computadores a depender menos de dados "estruturados", como a informação "2 mais 2 igual a 4", e lidar melhor com ambigüidades, como identificar o logotipo de uma empresa mesmo que a imagem esteja desfocada. Ou esses computadores poderiam incorporar sentidos como a visão, tato e audição nas decisões que tomam. Uma razão pela qual o desenvolvimento desse tipo de tecnologia seria significativo para a IBM: a empresa está vendendo serviços para um "planeta inteligente" com o uso de sensores digitais que controlam coisas como clima e tráfego enviando dados para alimentar computadores que devem fazer alguma coisa com as informações, como prever tsunamis ou detectar acidentes de estrada.
Jim Olds, um neurocientista e diretor do Instituto Krasnow de Estudos Avançados da Universidade George Mason, classificou a nova pesquisa como um "passo enorme". Olds, que não estava envolvido no trabalho da IBM, disse que os neurocientistas foram acumulando dados sobre como o cérebro funciona como "colecionadores de selos", sem uma forma de amarrá-los entre si. - Fizemos grandes avanços na coleta de dados, mas não temos uma teoria coletiva ainda para a forma como este órgão complexo chamado cérebro produz coisas como os sonetos de Shakespeare e sinfonias de Mozart - disse ele - O Santo Graal para os neurocientistas é mapear a atividade das células nervosas individuais, que são conhecidas, e entender como elas agem em conjunto. Modha diz que uma simulação de um córtex humano pode vir na próxima década, se a Lei de Moore for mantida. Essa é "regra de ouro" determina que o número de transistores em um chip de computador tende a dobrar a cada dois anos.
No entanto, Olds adverte que simular o cérebro humano é "um problema tão complexo que podemos não ser capazes de chegar a uma resposta, mesmo com supercomputadores". - Não existem garantias neste jogo, porque a enorme complexidade do problema realmente diminui tudo que já tentamos fazer - disse ele."

E as questões éticas? Porque sempre que se noticiam inovações tecnológicas possíveis, a primeira palavra a seguir é quase sempre "PROGRESSO". Mas o que significa progresso? progresso de quem? Como são pesquisas financiadas por algum governo, não seria útil pensar em progresso da população? Mas são as empresas as primeiras (quase sempre únicas) a terem as benesses do progresso. Não está na hora de discutir progresso e progresso para quem, na hora de aprovar os financiamentos das pesquisas em Ciência e Tecnologia?



http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/11/18/

segunda-feira, abril 20, 2009

Relógio mais preciso do mundo



Pesquisadores afirmam que este novo relógio atômico é duas vezes mais preciso que os sistemas utilizados atualmente para regular os sistemas de satélites. O relógio atômico de estrôncio baseia-se no controle da vibração natural dos átomos para guardar o fio do tempo. A novidade deste relógio da Universidade do Colorado é que ele retorna ao "efeito pêndulo" dos átomos ainda mais regulares, capturando-os através de raios laser resfriadores dos mesmos a uma temperatura na qual toda a matéria cessa de ressonar.  "Um átomo se constitue de um núcleo e de életrons que giram em torno deste núcleo em órbitas bem definidas" explica o professor Jan Thomsen, um físico da Universidade de Conpenhague trabalhando junto a pesquisadores da Universidade do Colorado. "Utilizando o laser pode-se controlar o vai-e-vem do életron em uma direção bem definida entre suas órbitas, e isto constitui a oscilação do relógio atômico". Mesmo se o aumento de precisão não representa mais que uma fração de segundo, isto tem um grande potencial no domínio da determinação de grandes distâncias, por exemplo, quando se trata de medir a distância entre galáxias no espaço. A equipe deseja ir ainda mais longe: "Sonhamos com um relógio atômico de uma precisão perfeita", declara o professor Thomsen.
Fonte: www.maxisciences.com

- "Precisão perfeita", isso existe?


quarta-feira, março 11, 2009

MIL RAZÕES PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE


3. Nos cafezais da região de Manhumirim e Manhuaçu, Minas Gerais, o jacu era um pássaro inimigo dos cafeicultores, pelo fato de se alimentar de grãos de café novos: uma verdadeira praga. Isso até que os cafeicultores descobriram que dito cujo pássaro defecava os grãos de café alimentados e esses grãos, catados no chão e tratados, produzem um café de altíssima qualidade e vendido para exportação a um preço muitas vezes superior ao café normal. Viva o jacu, um pássaro amigo dos cafeicultores.



Ciência em Nietzsche


Alguém ... " ousou confessar que sentia mais satisfação em procurar a verdade do que na própria verdade: e assim foi desvendado de surpresa, para grande raiva dos sábios, o segredo fundamental da ciência. Entretanto, ao lado dessa confissão isolada, desse excesso de franqueza, senão de petulância, constata-se uma ilusão profundamente significativa ...: essa inabalável convicção de que o pensamento, pelo fio condutor da causalidade, possa penetrar até os mais profundos abismos do ser e tenha o poder não somente de conhecer, mas também de corrigir a existência. Essa nobre ilusão metafísica é o instinto próprio da ciência, que a conduz e a leva sem trégua a seus limites naturais, onde deve então transformar-se em arte - o objetivo real para o qual tende esse mecanismo (grifo do autor). 

Consideramos agora Sócrates à luz deste pensamento: ele nos aparece então como o primeiro que pôde não somente viver, mas também morrer em nome desse instinto da ciência: e é por causa disso que a imagem de Sócrates moribundo, do homem libertado, pelo saber e pela razão, do temor da morte, é o brasão suspenso sobre a porta de entrada da ciência, para relembrar a todos que a causa final da ciência é a de tornar a existência compreensível e, por isso mesmo, justificá-la: para o que, naturalmente, caso as razões não sejam suficientes, deve servir também no final de contas o mito, que acabo de apontar como a consequência necessária, como o objetivo real da ciência."

(Friedrich NIETZSCHE, O Nascimento da Tragédia, Editora Escala, São Paulo, 2007.)